Política Ateísta

Os termos "esquerda" e "direita" apareceram durante a Revolução Francesa de 1789, e no Império de Napoleão Bonaparte, quando os membros da Assembleia Nacional se dividiam em partidários do rei à direita do presidente e simpatizantes da revolução à sua esquerda. Quando a Assembleia Nacional foi substituída em 1791 por uma Assembleia Legislativa, composta inteiramente por novos membros, as divisões continuaram. Os "Inovadores" sentavam-se do lado esquerdo, os "moderados" reuniram-se no centro, enquanto que os "defensores da consciência da Constituição" encontraram-se sentados à direita (onde os defensores do Ancien Régime se sentavam anteriormente). Quando a Convenção Nacional seguinte se reuniu em 1792, a disposição dos assentos continuou, mas após o golpe de Estado de 2 de Junho de 1793 e a prisão dos Girondinos, o lado direito do conjunto ficou deserto e os membros restantes que se haviam lá sentado mudaram-se para o centro. Todavia, após o 9 de Termidor de 1794 os membros da extrema esquerda foram excluídos e o método de cadeiras foi abolido. A nova Constituição incluiu regras para a assembleia que iria "acabar com os grupos do partido". No entanto, após a Restauração em 1814-1815 clubes políticos foram novamente formados. A maioria de ultra-monarquistas escolheram sentar-se à direita. Os "constitucionais" sentaram-se no centro, enquanto os independentes sentaram-se do lado esquerdo. Os termos extrema direita e extrema esquerda, bem como de centro-direita e centro-esquerda, chegaram a ser usados para descrever as nuances da ideologia de diferentes seções da montagem. Os termos "esquerda" e "direita" não foram usados ​​para se referir a uma ideologia política, mas apenas à localização das cadeiras no Legislativo. Depois de 1848, os principais campos opostos eram os democrático-socialistas La Montagne e os "reacionários" que usaram bandeiras vermelhas e brancas para identificar sua filiação partidária.

A partir do início do século XX, os termos Esquerda e Direita passaram a ser associados a ideologias políticas específicas e foram usados para descrever crenças políticas dos cidadãos, substituindo gradualmente os termos "vermelhos" e "reação" ou "republicanos" e "conservadores". Havia assimetria na utilização dos termos direita e esquerda pelos lados opostos. A Direita principalmente negou que o espectro Esquerda-Direita fosse significativo porque o viam como artificial e prejudicial à unidade. A Esquerda, no entanto, buscando mudar a sociedade, promoveu a distinção. Após a queda do muro de Berlim, os partidos de "direita" e "esquerda" sofreram mutações conceituais. O que era bastante claro num mundo polarizado - de um lado o modelo liberal/democrático/capitalista americano, e do outro o modelo social/autoritário/comunista soviético - passou a ficar confuso após a queda do muro e do fim da União Soviética. Muitos "esquerdistas" migraram para concepções mais democráticas e progressistas, enquanto alguns "direitistas" começaram a ser identificados como pessoas mais reacionárias. A verdade é que os rótulos "direita/esquerda" já são muito limitados para definir a diversidade política do século XXI, talvez sendo mais interessante a abrangência do discurso (liberal/anti-liberal, democracia/ditadura, individualismo/coletivismo, intervencionismo/não intervencionismo, etc). Os cientistas políticos têm observado que as ideologias dos partidos políticos podem ser mapeadas ao longo de um único eixo esquerda-direita. Klaus von Beyme categorizou os partidos europeus em nove famílias, que descreviam a maioria dos partidos. Ele foi capaz de organizar sete delas a partir da esquerda para a direita: comunismo, socialismo, política verde, liberalismo, democrata cristão, conservador e extrema-direita. Um estudo realizado no final de 1980 confirmou esta organização (Ware, pp. 22, 27-29). De acordo com este eixo mais simples de "Esquerda política e Direita política", os regimes: "comunismo e socialismo" são geralmente considerados internacionalmente como sendo de esquerda, enquanto os regimes "liberalismo e conservadorismo" ficam à direita. O Liberalismo pode significar coisas diferentes em contextos diferentes, às vezes à esquerda (liberalismo social ou social democracia), ou às vezes à direita (liberalismo econômico, liberalismo clássico da escola austríaca).

Posição

Muitos atualmente tem associado e classificado o ateísmo como sendo uma ideologia, filosofia ou conceito relacionado aos partidos de Esquerda, principalmente por causa do Ateísmo Marxista-Leninista, que é uma parte da ampla filosofia marxista-leninista (o tipo de filosofia de Marx encontrada na União Soviética), que rejeita a religião e depende de um entendimento materialista da Natureza, e também ao ateísmo Norte-Coreanos, do governo de Kim Jong-un. Devido a estas classificações, atualmente oriundas em sua maioria pela população religiosa é que o Ateísmo se propõe a esclarecer o significado, em que tal ateísmo nada mais é do que uma visão política Marxista ou Coreana Ateísta e não um Ateísmo Marxista ou Coreano. Por que? Porque o ateísmo nunca esteve relacionado a nenhuma visão política, devido a palavra "ateu" ser usada como sinônimo de pessoas que não acreditavam em deuses no século V a.C., tendo definições como "cortar relações com os deuses" ou "negar os deuses" e isto era pelo motivo da má "gestão pública dos poderes ditos divinos ou governamentais" causado a existência do "problema do mal", das "revelações divinas inconsistentes (contraditórias)", da ausência dos ônus da prova que desse evidências da existência divina, e a existência dramática da falha universal (um universo falho). Desta forma, qualquer visão que se auto proclame ateísta e ao mesmo tempo defenda regimes "comunistas" por definição deixa de ser ateu, haja vista que tais regimes foram na história e ainda são as expressões claras e representativas dos comportamentos abusivos e abominantes dos deuses que as religiões relatam (a má gestão pública dos poderes ditos divinos ou governamentais).

O ateísmo é por natureza a evidência negativa dos deuses e das religiões. Neste caso não possui uma posição política assim como não possui um decálogo, ateísmo é negar-se a endeusar alguém, é se negar a reconhecer a divindade de alguém pelo simples motivo de tal não existir, de ser algo meramente criado pelos seres humanos com intuito de dominar o planeta e impor sua própria vontade sobre os demais por mero capricho, tais concepções não são reais e não são justas. Todas as pessoas que associam o ateísmo ao espectro Esquerda o fazem pelo "Ateísmo de Marx" e pela posição direitista de 1789 ser composta por políticos que defendiam o clericalismo e a monarquia, tendo por consequencia uma oposição ao ateísmo a qual defendiam os esquerdistas. Porém como isso foi explicado logo acima, o ateísmo não está atrelado a tais ideologias mas sim que as pessoas que compunham os partidos políticos é que possuiam como características pessoais "se auto proclamarem-se ateístas". A visão atual de direita por exemplo também é diferente da visão direitista da época de 1789, e neste caso, a direita política descreveria uma visão ou posição específica que aceita a hierarquia social ou desigualdade social como inevitável ou normal, e isto é um fato, pois seres humanos possuem objetivos diferentes e personalidades diferentes. Esta postura política geralmente justifica esta posição com base em lei natural, e qual lei natural? A que sabemos claramente pela ciência de que o universo não é perfeito. Também o ateísmo se opõe a maldade dos deuses e das religiões, e se porventura existe alguma ditadura, seja ela de esquerda ou direita, que obriga as pessoas e reconhecerem um homem ou um grupo de homens como deuses ou seres unicamente dignos de homenagem sem terem o devido grau de merecimento e praticarem mau uso dos poderes governamentais, o ateísmo será sempre contra a tais ideologias e espectros, pois incorre no problema do mal já aplicado aos deuses das religiões.