Mitologias Monoteístas Não Abraamicas

A mitologia monoteísta não abraamica é o conjunto mitológico que abrange as mitologias antigas e modernas que se baseiam no monoteísmo (crença na existência de apenas um deus) na qual não se referem a divindade monoteísta abraamica. As que compõe são, das antigas: Atonismo, Ayyavazhi, Sikhismo, Seicho-no-ie, Mitraísmo, Tenrikyo, Chendoísmo. E das modernas: Messianismo Oriental, Cientologia, Pastafarianismo.

Das antigas

• Atonismo: adoração ao sol como uma entidade;
• Ayyavazhi: crença em um único deus, porém desconhecido que se manifesta em diferentes formas;
• Sikhismo: adoração a um único deus desconhecido eterno;
• Seicho-no-ie: crença numa entidade totalmente benéfica, verdadeira, desconhecida que criou todo o universo;
• Mitraísmo: adoração a entidade mitra, mais identificado como senhor dos elementos e do sol;
• Tenrikyo: adoração a entidade Tenri-Ô-no-Mikoto, identificado como senhor da razão do céu, o criador e o cuidador para toda a humanidade;
• Chendoísmo: acredita numa entidade humanamente interna desconhecida;

Das modernas

• Messianismo Oriental: crença numa entidade desconhecida que seria a construtora do paraíso terrestre, por meio de um ser humano chamado Mokiti Okada;
• Cientologia: não enfatizam seguimentos de divindades mas acreditam numa entidade desconhecida que se torna conhecida quando o praticando atinge o fim do ciclo de reencarnação;
• Pastafarianismo: uma religião de origem satírica (zuera) que se fundamenta na crença em uma entidade criadora do universo chamada Monstro do Espaguete Voador;

Contradição

Podemos dividí-las em dois grupos: o grupo dos deuses identificados e o grupo dos deuses desconhecidos. O ponto de contradição de tais religiões são justamente a ausência total das divindades supramencionadas na realidade em que vivemos. Tais deuses são: ou imagens esculpidas pelo trabalho de um escultor, ou são objetos da natureza considerados seres “vivos”, ou são seres desconhecidos que não se podem identificar, mas que devem receber reconhecimento, adoração e amor.

Ora isto é algo totalmente absurdo, se uma divindade é feita de um material elaborado pela mão humana define sua origem claramente como humana. Se uma divindade é identificada com algum objeto da natureza sua origem está claramente definida como uma má interpretação de tal objeto da natureza. Se uma divindade é desconhecida, oculta ou não-revelada não há maneira alguma de conhece-la estando a mesma definida como imaginária, idealizada sem comprovação existencial real.

Desta forma, a crença na existência destas divindades é tão absurda quanto acreditar que o Superman existe (Men of Steel – Homem de Aço). Não tem cabimento algum, noção, enquadramento, lógica e razão para se dizer sobre um deus num universo caótico, injusto e imperfeito como este. Uma divindade, seja ela deista ou teista incorre nos 5 pilares do ateísmo os quais tem por obrigação resolver. As pessoas que ainda acreditam em divindades são justamente pessoas cegas que não conseguem enxergar a tolice de se crer numa divindade que não faz absolutamente NADA para mudar a qualidade de vida e a justiça no universo.

Ora, fica mais provável que estas pessoas que acreditam em deuses são pessoas que herdaram concepções de homens primitivos que tinham o costume de divinizar tudo o que viam pela frente. E se os homens começam a divinizar tudo aquilo que eles não compreendem, então não haverá limite para as coisas divinizadas.