Ética

Dentro da definição de ateísmo está a negação ao relacionamento aos deuses e sua concepção de indignidade. O ateísmo nega os deuses não somente pela contradição lógica encontrada em seus fundamentos mas também com argumentos éticos, como o problema do "mal", que é um dos 5 pilares do ateísmo. Então eu pergunto, que tipo de ética está sendo consultada para se referir que há um problema do "mal" e que deuses são indignos? Haja vista que a visão ateísta tem somente como base a realidade, a ciência dos deuses a das religiões? Simples, as contradições ao senso de justiça dos deuses e das religiões.

Tal ideologia é chamada de "Paradoxo do Mal" ou "Problema do Mal", que é o problema de conciliar a existência do mal ou sofrimento no mundo com a existência de Deus. A existência do mal parece ser contraditória a com a existência de um Deus bondoso e poderoso, e o que alguns religiosos argumentam para defender a coexistência de Deus e o Mal é que para o homem ser feliz ele necessita executar ações, atos de caridade e de heroísmo, que não seriam possíveis se não existisse o mal. Entretanto, tal hipótese beira o absurdo pois na verdade as virtudes foram estabelecidas para burlar o sistema injusto pois ao se pensar que um ser com poderes sobrenaturais e características estimáveis desejaria criar um universo onde os seres necessitassem agir, executar ações de sacrifício e de sofrimento para então alcançar a felicidade e o bem quando este mesmo ser os criar com a indisposição para tais feitos é a mesma coisa que retirar dEle toda a ética existente em toda a humanidade. A maioria dos teístas como por exemplo Richard Swinburne em "Evil, the problem of" responde que um deus perfeito pode ainda permitir um certo mal, insistindo que a concessão de um bem maior, como o livre arbítrio, não poderia ser alcançada sem alguns males. Defendendo assim que para ser perfeito e totalmente correto seria necessário criar um mundo errado e imperfeito e ainda não intervir no mesmo para ajudar ninguém. Nós devemos esclarecer a este escritor que ele não possui nenhum conhecimento se quer do que seja o bem e o mal, e provavelmente por isso deve apoiar tal hipótese. O erro primário deste escritor e desta concepção é pensar que "Livre Arbítrio" seja algo bom, nunca, nós sabemos que o egoísmo cega e ele é que faz com que homens iguais a Richard Swinburne não enchergue que tanto criar o mal quanto permiti-lo está longe da perfeição Pois bem, tal mal é tanto, que é por causa dele nós vemos: mulheres indefesas sendo assaltadas, assassinadas, estupradas e sequestradas por bandidos, maníacos e homicidas simplesmente porque tal divindade prefere não intervir no "Livre Arbítrio" do assaltante, estuprador, homicida e qualquer outro que exista. A realidade é que se os seres humanos não estabelecerem poderes para manterem a sua própria proteção os mesmos serão eliminados. E nisto não há divindade, e nem muito menos bondade ou perfeição.

Uma defesa contra o problema do mal também é estabelecer que os atributos divinos são logicamente consistentes com a existência do mal, seus defensores alegam que isso não significa que o mal derive deles, ou que deles se possa retirar uma explicação quanto as razões pelas quais o mal existe ou ocorre, porém nós acabamos de expor acima que quando um deus não faz nada, ele automaticamente está fazendo o mal, quando está diante de um universo maligno. Desejar que sua "criação seja livre e que possua a verdadeira liberdade" é algo tão banal quanto fazer o mal. Pois é totalmente inadmissível conceder poder a alguém que não possui a capacidade para administrar tal poder, isso ocasionaria em autodestruição. Tal atitude é maligna pelo ponto de vista de que quem está concedendo o poder possui também a consciência do que está fazendo e das consequências que isto causaria, e ainda assim o faz. E quais são as consequências? São muitas: crianças inocentes morrem de inúmeras doenças e situações as quais elas não fizeram nada para merecerem aquilo, até mesmo na concepção destes deuses ou religiões. Adultos como por exemplo homens bons e justos e mulheres honestas perderem suas propriedades devido a enormes catástrofes naturais irreversíveis. Idosos e gestantes serem agredidos simplesmente porque esta divindade se importa mais com o "Livre Arbítrio" do agressor em agredir do que com a justiça dos idosos e gestantes de não terem que passar por isso. Uma animação bem interessante que relata isso está hospedada no site YouTube como o nome de: Como Deus Favorece o Mal.

Obrigação

Nenhuma obrigação perpetua o ser humano no que tange o mesmo a ser um ateu. Uma vez que deuses não existem, ninguém poderá obrigá-lo a ser um ateu, nem mesmo nós ateus! Não encaramos o ateísmo como uma obrigação da humanidade como é feito com religiões universais, mas pelo contrário, vemos o ateísmo como um estágio em que o indivíduo racional se depara quando percebe que existe pelo menos 1 dos 5 pilares essenciais que as divindades devem resolver e que até hoje não tivemos nenhuma resolução divina ocasionando num paradoxo divino, o qual desmorona a divindade em questão, e nisto torna-se ateu. Pela ética ateísta nós humanos podemos obrigar outros seres humanos a fazerem e serem muitas outras coisas se a situação se fizer necessária, como por exemplo, podemos obrigar um bandido a parar de roubar em causa primária independente de sua crença religiosa e pessoal, pois isso prejudica a sociedade, porem o ateísmo não é para todos, pois nem sempre todos conseguem atingir o estágio máximo da excelência, o ateísmo é poder, e poder a pessoas erradas causam consequências desastrosas, neste caso, assim como crenças religiosas podem tanto ajudar quanto atrapalhar na formação do caráter de uma pessoa e de sua personalidade o ateísmo pode também tanto ajudar quanto em alguns casos atrapalhar, pois o ser humano não é somente racional, mas também emocional.

Perigo

Qual é o perigo de se acreditar em religiões, mitologias, deuses, e em todas as suas doutrinas, dogmas e leis? O perigo é simples, elas obrigam você a ser bom e a beneficiar as pessoas sem saber quem elas são, elas obrigam você a confiar nas coisas que não se sabe o que é e não se pode prever se tais irão prejudicar você ou não, elas em outras palavras não ensinam você e ser do BEM mas sim a ser BOM, o que está errado. Ser do bem e ser bom são coisas diferentes, ser bom é você confiar em tudo, não premeditar o que as pessoas poderiam fazer para te prejudicar e com isso ficar vulnerável a qualquer ataque malicioso, pois não desconfia de nada (I Co 13:4-7), é como um idiota que tem medo de pensar mal das pessoas. Mas ser do bem é beneficiar a si mesmo com o auto policiamento, precaução sem a intenção e a ação de prejudicar os outros quando os mesmos não possuem culpa, é saber quem é útil a sociedade e quem não é e o que é útil a sociedade, saber estabelecer o respeito entre todos, seja a si mesmo como aos outros. Essa é a diferença entre ser bom e ser do bem, aquele que é bom acaba sendo maltratado e se ferra porque apenas beneficia, mas aquele que é do bem possui a inteligência nas ações.

O perigo das culturas teístas está em você desperdiçar toda a sua vida, todo o seu poder em prol de algo que não existe, que não funciona e que você simplesmente não tem como dar certeza de que terá o seu garantido se não pela sua simples e pura ingenuidade de acreditar. Você simplesmente morrerá e nunca mais existirá, desperdiçará sua vida em prol de algo que não terá e deixará de desfrutar do que é de melhor, que é cuidar de você mesmo. Porque muitas destas concepções exigem que você negue ou abdique mão de coisas da sua vida que lhe são importantes na qual fazendo-as, não terá sentido algum.

Sentido

Não há sentido filosófico independente para a vida, não fomos criados, não fomos imaginados e nem projetados, não temos tais aspectos, não há sentido independente para estarmos aqui se não por estarmos, isso não está sob a nossa vontade, não viemos por nossa vontade e nem escolhemos como deveríamos vir, apenas nos damos conta de que já estamos aqui. Não há um sentido expressamente dito independente na qual devemos saber, para explicar o motivo filosófico de estarmos aqui, este sentido nós mesmos é que fazemos, nós mesmos elaboramos e idealizamos. Qual seria o sentido para viver? Qual seria o sentido para ser? E o que seria o sentido também se não uma ficção? Qual seria o sentido para viver? Nenhum! E o sentido para morrer? Nenhum também! Não há sentido independente para nada, por que o que seria o sentido, se não a ficção que nós mesmos produzimos? Nós somos a mente inteligente, nós somos a mente consciente. Nós definimos o sentido, nós definimos o motivo. Se você pensar que não possui motivos para viver então você não os terá, mas se você pensar que possui motivos para viver então você os terá. Não há sentido independente, há apenas a motivação, há apenas o ideal, pois somos tão vãos que viemos a vida e saímos dela rapidamente. Se houvesse um sentido independente todos nós já estaríamos agindo conforme o mesmo, não seriamos desordenados, pois a realidade é que não somos como gostaríamos de ser e não temos o que achamos que deveríamos ter.

Não possuímos ordem pré-programada se não a de não ter ordem. É claro, nós viemos de animais selvagens, nosso mundo não é perfeito mas muitos de nós têm a necessidade e o desejo de que o mesmo seja. Por quê? Qual o motivo? Muitos, nós queremos! E lutaremos para que o mesmo melhore e quem saiba um dia chegue perto do que queremos, pois se nós não fizermos nada por nós mesmos e pelos outros ninguém há de fazer. Iremos cumprir nossa idealização, pois somos a parte que acredita que podemos dar um sentido a nossa existência por nós mesmos, para que possamos ter um sentido mais correto, o qual não é um sentido independente, mas um sentido totalmente dependente de nós, assim, cada um será visto de forma verdadeira sem máscara, sem escudos, sem fantasia, sob todos os olhos críticos e julgadores. E quem garantirá? Sim, nós garantiremos! Pois se cada um zelar por si próprio e pelos outros viveremos numa sociedade melhor e aquele que não fizer assim será criticado por querer passar por cima dos outros. Qual seria o motivo para ser do bem? Por que devo ser do bem? Ora o motivo que os teístas possuem para fazer o que eles chamam de "bem" também possui características do nosso. Pois o nosso motivo está na beneficiencia própria e a beneficência ao convívio social, o qual os teístas buscando a expressa "aprovação" de seu deus agem em tudo o que o tal ordenar, inclusive ferindo princípios naturais, e em quê o princípio deles se assemelha com o nosso? Se assemelha quando praticamos o benefício ao convívio social, no intuito de conviver bem com todos e termos boas imagens alheias. Nisto os teístas direcionam diretamente e exclusivamente para sua divindade, concentrando extremamente a aprovação alheia. Sim, os teístas fazem, e isto ocasiona num comportamento totalmente cego e independente da sociedade dentro da própria sociedade. E nós vemos os seus erros porque conhecemos o que é o bem, seus benefícios, sua eficácia, e sua superioridade. Tudo o que existe hoje: a sociedade, a tecnologia, o conforto, a segurança, a qualidade de vida, a confiança, a credibilidade advém de boas ações, de beneficiamento justo, de prática de favorecimento justificado e da renúncia a prejudicações movidas a interesses extremamente pessoais.

De conformidade com a frase de Isaac Newton: "Se cheguei até aqui foi porque me apoiei no ombro dos gigantes". Só temos duas escolhas, ou prejudicamos ou beneficiamos, porém estamos cansados, de saco cheio, saturados, lotados e transbordando até os limites com a imperfeição deste mundo, portanto nossa escolha é pelo melhor, pelo superior, pelo bem, pelo equilíbrio, pela justiça, pela igualdade entre os humanos, pelo respeito, pela segurança, pela confiança e credibilidade. Segundo o pensamento maligno, tal se origina nas seguintes condições: "irei levar vantagem sobre tudo pois ninguém ainda levou vantagem sobre mim", "do que me adiantará ser do bem se todos nós iremos morrer, vou aproveitar e apoderar de tudo independentemente do que seja", "eu jamais serei prejudicado!". É mediante estes pensamentos que a maioria do mal tem sido praticado no planeta, e este pensamento possui uma falha muito grande. Quase sempre, tudo que vai volta. Com o mal as pessoas irão perder a confiança uns nos outros, irão perder o respeito uns com os outros, e a sociedade não poderá mais subsistir. O mal é prejudicar, todo prejuízo possui consequências, e quase sempre a pessoa que é do mal acaba sendo ela mesma prejudicada no final quando se depara com a justiça. Portanto não deixaremos a justiça morrer nas mãos dos incautos.

Ser ético é uma questão de raciocínio, porém ser religioso é uma questão de impulso emocional, pois fazer o bem ou ser do bem por causa de uma divindade é a mesma coisa que dizer que você é uma marionete que não sabe o que tem que ser feito, quando um ser humano passar a vida inteira desta forma então confirma para si mesmo que não tem potencial para crescimento.

De uma forma resumida, neste caso, podemos dizer que a ética está totalmente desatrelada a qualquer tipo de religião, assim, não cabe ao ateísmo possuir um decálogo mas sim apenas a evidência negativa da religião e dos deuses. Para saber mais sobre ética visite a página IBM.