Ateísmo

A palavra "ateu" era usada para pessoas que não acreditavam em deuses no século V a.C., adquirindo definições como "cortar relações com os deuses" ou "negar os deuses". O termo era aplicado contra aqueles que impiamente negavam ou desrespeitavam os deuses locais, ainda que crendo ou não em outros deuses. Somente no século XX com a globalização é que o termo passou a se referir à descrença em todos os deuses. O objetivo do ateísmo não é se preocupar em provar a inexistência de alguma divindade, pois o fato de não haver provas de sua existência pode muito bem pressupor sua inexistência, e crer ou não crer neste caso torna-se obsoleto, meramente pessoal, sendo totalmente irrelevante. A essência por trás do antigo-ateísmo está na não-relação com os deuses.

O ateísmo é poder, e o complexo ideológico ateísta principal para negar todas as divindades e justificar a retomada do poder sobre si mesmos é formado pelos seguintes pontos: o problema do mal, o argumento das revelações inconsistentes, o argumento da descrença, o argumento do ônus da prova, e o argumento da falha universal. Sobre estes 5 argumentos veremos logo a seguir. Uma outra definição para o ateísmo é que ele não só nega os deuses, mas destrói a ideia que os sustenta por completo, isto é, para negá-los é necessária uma evidência negativa, e o ateísmo é esta evidência negativa.

O Problema do MalTentação de Adão e Eva, por Peter Paul Rubens

O problema do mal vai exatamente contra a concepção de dignidade de um deus. Um deus que cria e permite o mal é totalmente errado. A presença do mal implica certamente na inexistência de um deus benevolente e na certa negação a qualquer deus que se apresente a ser adorado. Porque se ele é digno de ser adorado já deveria ter se manifestado contra o mal. Portanto, tal ser não existe pelo simples motivo de não haver tal interferência. Em confirmação a isto temos o seguinte paradoxo: "Se deus quer prevenir o mal mas não consegue, então ele não é onipotente, se ele não quer prevenir o mal então ele é maligno. Se deus quer prevenir o mal e pode prevenir então por que não faz? Só pode ser preguiçoso! Se deus não quer prevenir o mal ou não consegue então por quê adorá-lo?".

As Revelações InconsistentesDecálogo de Jekuthiel Sofer

O argumento das revelações inconsistentes não só nega a veracidade de um deus mas também nega a veracidade de espiritualidades ou de seres sobrenaturais oriundos do mesmo, que são mediante as revelações inconsistentes que as religiões que lhes pertencem produzem, na qual assevera que é impossível que tais sejam verídicos porque muitos religiosos produziram, "receberam" ou produzem revelações totalmente contraditórias a ciência, conflitantes entre si e mutualmente excludentes. Uma vez que uma pessoa que não tenha tido revelações precisa: ou aceitá-la ou rejeita-la baseada unicamente sobre a autoridade de seu defensor não havendo meios para resolver estes conflitos. Assim as próprias doutrinas religiosas se contradizem excluindo a hipótese de serem verdadeiras.

Argumento da DescrençaA grande estátua do Buda Amitaba, cultura não-teísta

Também se prova claramente a inexistência de um deus com o simples argumento da descrença. A premissa do argumento da descrença é que: se deus existe (e por ser um deus deseja que a humanidade saiba disso e o adore) ele criaria uma situação em que todas as pessoas sensatas acreditariam nele e não haveria descrença, ele se "manifestaria" em público e acabaria com todos os argumentos de sua inexistência. No entanto, existem muitos incrédulos sensatos e falta muitas evidências para provar que a crença em uma divindade é algo verídico e não meramente fruto e sustentação de um esforço mental ou imaginação própria, portanto, este fator nega a possibilidade da existência de um deus. Pois a hipótese da existência de um deus é a mesma da hipótese da existência de um monstro do espaguete voador.

O Ônus da ProvaFísico Einstein provando suas teorias em Princeton

É um argumento de que aquilo que existe deve provar sua existência por si só, ou seja, quem pode provar que não existe um monstro do espaguete voador que passou a circular os mundos paralelos após ter criado o universo? Portanto se existe algum deus ele deve se mostrar e se fazer conhecido por si mesmo. Em outras palavras, o ônus da prova cabe ter o teísta ou o deísta e não o ateísta. Assim, na hipótese de haver um deus o mesmo deve se fazer presente. O argumento também retrata as pseudo-provas, como por exemplo dizer que a complexidade do universo, as coincidências, ou determinados fatos que para o homem no momento são inexplicáveis possam ser provas da existência de uma divindade, pois para sua comprovação se faz necessário o ônus da prova, o deus propriamente dito. Portanto a liberdade de se concluir a inexistência de qualquer divindade é totalmente permissível.

Argumento da Falha UniversalFemur e pelvis da baleia, uma forma de órgão vestigial

Embora seus defensores neguem conexões religiosas, alegando como imbuído de caráter puramente científico, o Design Inteligente é em raiz uma forma moderna do tradicional argumento teleológico para a existência de Deus, modificado para evitar especificações sobre a natureza ou identidade do criador não incorrendo na violação da Constituição dos EUA que proíbe o ensino de religião nas aulas de ciências. O movimento do design inteligente procura enganar o público em geral dizendo que existe um debate entre cientistas sobre se a vida evoluiu, para assim convencer o público, políticos e líderes culturais de que as escolas deveriam "ensinar criacionismo". Se houvesse um Deus projetista ou um design universal não haveriam imperfeições e cópias tão facilmente expostas pela ciência evolutiva como: embriologia comparada, órgãos homólogos, análogos e vestigiais, evidências genéticas e bioquímicas evolutivas, fósseis e espécies de transição.


As páginas específicas deste site mostram todos os erros das religiões, nos quais seus pilares são os 5 ideológicos argumentos expostos acima, destas fica completamente comprovado que todas as religiões possuem erros doutrinários, históricos e éticos, sendo até mesmo inútil tentar provar a veracidade de qualquer delas ignorando tais falhas e apresentando somente o que se chama de parte boa. Isso não isentará a mesma de julgalmento e imperfeição. Assim, enquanto o complexo ideológico ateísta existir todas as religiões serão sempre classificadas como mitologias. Na página religiões você poderá ver mais detalhadamente os erros de cada uma delas.